Muito faturamento, pouco lucro. A lógica herdada dizia que o dinheiro estava na compra — comprar volume e escoar volume — e que crescer era questão de infraestrutura. O peixe fresco era commodity sem marca, “a tainha não tem rótulo” — e a casa ainda competia consigo mesma: marca contra marca, disputando preço.
O paradigma teve de quebrar. Pararam de competir consigo mesmos e mudaram o jeito de vender peixe — do volume para o diferencial. Gestores passaram a planejar e a ler o mercado; as equipes ganharam autonomia e novas lideranças surgiram. “A solução estava aqui dentro.”
Nasceu a Temakeria Japesca — “história de pescador” —, que deu marca ao que não tinha marca; aberta em 2010, hoje com três unidades. As metas daquele ciclo foram batidas e multiplicadas. “Sem aquele processo, não estaríamos aqui hoje.”
Modelos mentais da própria liderança operando como barreira ao crescimento — sem que ninguém os reconhecesse como tal.
Pessoas com autoridade de decisão, o presidente incluído, passaram a analisar o negócio de forma sistêmica. Quebraram-se paradigmas; a reflexão entrou no dia a dia.
Consenso e convergência nas decisões. Otimização de investimentos, tempo e energia. “Se não fosse a Confluência, teríamos errado mais e faturado menos.”
Sem clareza sobre o que de fato buscavam ou para onde iam — a ponto de a própria continuidade do negócio estar em risco.
Passaram a enxergar os objetivos e a traçar uma estratégia clara; aprenderam a olhar para fora, conhecer o mercado e reavaliar o negócio. O cliente virou o foco.
Por um processo natural, o negócio ampliou 150%, com aumento de faturamento, lucro e pró-labore e redução de custos. “Sem este trabalho, a Micropol teria fechado antes de completar cinco anos.”
Portfólio amplo, mas sem um carro-chefe; tudo no improviso da tentativa e erro. Não havia equilíbrio financeiro, nem domínio sobre como criar demanda ou desenvolver mercado.
Sem soluções prontas, passaram a pensar o negócio de outro jeito: análise real dos indicadores, mais estratégia e menos operacional, mais comprometimento da equipe.
Faturamento triplicado, saída do prejuízo para o lucro e redução significativa de custos. “Sem a Confluência, levaríamos muito mais tempo para chegar aqui — ou sequer teríamos chegado.”
O risco de a expansão correr mais rápido que a direção — crescer sem que mais de um terço da equipe ajudasse a traçar os rumos, em vez de apenas executá-los.
Com apoio e orientação da Confluência, a Moove revisou o planejamento em duas fases — a primeira envolvendo mais de um terço dos colaboradores; a segunda conduzida pelos próprios gestores de área e diretores.
Diretrizes estratégicas até 2028, com acompanhamento por métricas e revisão anual dos objetivos. Bicampeã Agência do Ano (2017 e 2018) no Salão ARP — o principal prêmio da comunicação no Sul do Brasil.
Não foi a estratégia que mudou primeiro.
Foi a forma de pensar que a produzia.