Pensamento Sistêmico Plus e a arquitetura organizacional via Domain-Driven Design.
O software descobriu, sem saber, o que a teoria organizacional ainda não viu.
Para escalar, a engenharia de software abandonou o monólito — o sistema único onde tudo está acoplado, e uma só falha derruba o todo — e migrou para microsserviços autônomos. Mas a maioria das organizações continua sendo um monólito humano: pessoas tratadas como peças de um processo, domínios sem fronteiras, tudo preso a tudo. E quando tentam se decompor, apenas distribuem o problema — porque cada peça continua sendo da mesma natureza.
O Esquema Vivo aplica à arquitetura das organizações o rigor ontológico da trilogia. Pelo Pensamento Sistêmico Plus e pelo Domain-Driven Design, mostra que uma organização não é um sistema, mas uma composição de sistemas de naturezas distintas: pessoas autopoiéticas, domínios alopoiéticos, interfaces heteropoiéticas. E que a mesma estrutura se repete em todas as escalas — até em você, uma organização de um.
A robustez de qualquer sistema — técnico, organizacional ou pessoal — depende de componentes com a natureza adequada ao seu contexto, e da sabedoria de discriminar qual é qual. Método sem essa fundação é apenas ferramenta. E ferramenta sem fundação se torna perigosa.
Antes de redesenhar a organização, é preciso saber o que, nela, não é máquina.